Património cultural intangível

    Enquadramento



    Enquanto terra de encontro de culturas, Macau conta com uma rica diversidade de costumes populares. Ao longo de mais de quatrocentos anos, as culturas chinesa e ocidental enraizaram-se e desenvolveram-se em Macau, o que criou uma paisagem cultural única, bem como o precioso património cultural intangível de Macau.

    «Património cultural intangível», significa as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas, bem como os instrumentos, objectos, artefactos e espaços culturais a estes associados, que as comunidades, os grupos e, em certos casos, os indivíduos reconhecem como fazendo parte do seu património cultural. Este património cultural intangível transmitido de geração em geração, é recriado permanentemente pelas comunidades, grupos e indivíduos em função do seu meio, da sua interacção com a natureza e da sua história, conferindo-lhes um sentimento de identidade e de continuidade. Património cultural intangível, cujo âmbito inclui: tradições e expressões orais, expressões artísticas e manifestações de carácter performativo, práticas sociais e religiosas, rituais e eventos festivos, conhecimentos e práticas relativos à natureza e ao universo, e práticas e técnicas artesanais e tradicionais.

    A fim de reforçar a salvaguarda do património cultural intangível, o Governo da RAEM, durante a elaboração da Lei n.º 11/2013 de Salvaguarda do Património Cultural, relativa à protecção do património cultural de Macau, incluiu o património cultural intangível como alvo de protecção, o que se traduziu num marco neste ramo legal. A Lei dedica um capítulo próprio aos mecanismos de salvaguada do património cultural intangível, estabelecendo ainda o âmbito do património, os critérios e procedimentos de inventariação, os casos de salvaguarda urgente e as responsabilidades dos transmissores deste tipo de património, etc., pelo que assume um importante significado.

    Nos termos da Lei de Salvaguarda do Património Cultural, a elaboração do inventário é a base da salvaguarda do património cultural intangível pelo que o Instituto Cultural procede a essa elaboração a fim de identificar, reconhecer e salvaguardar o património. Actualmente, o inventário do património cultural intangível conta com 15 manifestações, nomeadamente a Ópera Yueju (Ópera Cantonense), a Preparação do Chá de Ervas, a Escultura de Imagens Sagradas em madeira, a Música Ritual Taoista; o Naamyam Cantonense (Canções narrativas),  o Festival do Dragão Embriagado, a Crença e os Costumes de A-Ma, a Crença e os Costumes de Na Tcha, a Gastronomia Macaense, o Teatro em Patuá, a Crença e os Costumes de Tou Tei, a Crença e os Costumes de Chu Tai Sin, a Arte dos Andaimes de Bambu, a Procissão do Nosso Senhor Bom Jesus dos Passos e a Procissão de Nossa Senhora de Fátima.


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